67% dos brasileiros nunca acessaram a internet

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Vejam esta pesquisa. Muito boa!

Uma pesquisa realizada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP mostra que grande parcela da população ainda não tem acesso à internet. “Em 2007, cerca de 70% dos brasileiros nunca havia acessado a internet”, afirma a jornalista Mariana Reis Balboni. Autora do estudo de doutorado “Por detrás da inclusão digital: Uma reflexão sobre o consumo e a produção de informação em centros públicos de acesso à Internet no Brasil”, Mariana acredita que apenas o aumento dos investimentos em educação poderá garantir acesso à rede mundial dos chamados “excluídos digitais”.

“São pessoas de baixa renda que não dispõem de recursos materiais nem de conhecimento para acessar, interagir, e se apropriar da rede. Moram em comunidades caracterizadas por uma forte exclusão social e, que conseqüentemente, tiveram uma trajetória educacional deficitária e limitada”, relata.

Para a jornalista, que é mestre em ciência da Comunicação pela Universidade de Montreal, no Canadá, a exclusão digital é somente mais uma vertente da exclusão social. Para combatê-la não basta o acesso à internet, mas sim um plano nacional de inclusão digital que leve em consideração o investimento em capacitação tecnológica e no letramento de novos usuários de internet.

O foco do estudo foram os centros públicos de acesso (CPAs) gratuito à internet chamados de telecentros comunitários e operados unicamente pelo governo, independente das denominações diferenciadas que os mesmos possuem localmente. Em sua grande maioria, os telecentros são resultado de políticas públicas do governo federal, estadual e municipal, muitas vezes em parceria com entidades do terceiro setor e de empresas privadas. “Além de prover acesso à internet, os CPAs são pontos de encontro e proporcionam um espaço para reflexão coletiva”, ressalta a pesquisadora.

Para a pesquisa, foram selecionados três programas de inclusão digital: o Acessa São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, que mantinha 178 unidades na época, e no qual foram investigadas duas unidades, uma na Capital e outra na cidade de Piracicaba; e dois programas municipais, o Digitando o Futuro, em Curitiba, considerada cidade-modelo pelos bons indicadores sociais e de infra-estrutura urbana, com 48 unidades; e o Telecentros Porto Alegre, com 58 na capital gaúcha, em 2005.

A pesquisadora optou por entrevistas com personalidades relacionadas à concepção e desenvolvimento de projetos de inclusão digital no Brasil, identificados como mentores, e com coordenadores e monitores dos programas avaliados, além de questionários online com os usuários dos CPAs, aplicados via internet ao longo de duas semanas, em um total de 84. “As entrevistas com mentores, coordenadores e monitores seguiram um roteiro semi-dirigido, dentro das categorias de análise definidas, e com os usuários do CPA usamos um questionário fechado online”, conta.

Fonte: Gazeta do Povo

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    Tim Ramsey

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